Novo vazamento aponta que Moro interferiu em audiência de Lula

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Uma nova leva de mensagens trocadas pelo Telegram entre procuradores da República da operação Lava-Jato e o ministro Sérgio Moro (então juiz do Tribunal Regional Federal que julgava o caso) deve aumentar a pressão sobre o magistrado, alvo nas últimas semanas de críticas e questionamentos por suposta interferência no andamento dos processos, o que seria ilegal, de acordo com o Código Penal brasileiro.

A conversa mostra o chefe dos procuradores, Deltan Dallagnol, e o procurador Carlos Fernando, ocorrido no dia 13 de março de 2017, na qual o ex-juiz interferiu de maneira evidente na escalação de procuradores para participar de audiência de Lula na Lava Jato, resultando na troca da escala e ausência da procuradora Laura Tessler. Moro teria dito a Dallagnol: “Prezado, a colega Laura Tessler de vcs é excelente profissional, mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para o próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem”. Os procuradores, em seguida, combinaram de deletar as mensagens.

A divulgação foi feita na noite desta quinta-feira (20) pelo site The Intercept Brasil em colaboração com o blog do jornalista Reinaldo Azevedo do UOL, e com o programa “O É da Coisa”, da BandNews FM. Vazamentos anteriores trazem mensagens nas quais Moro criticou o desempenho de Laura Tessler nas inquirições em audiências. Na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, o ministro da Justiça negou interferência.

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