A Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) realizou na manhã desta segunda-feira (22), a uma operação batizada como Zero Um. A ação, que visava apurar desvios efetuados por servidores no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em Amazonas acabou com a prisão do gerente executivo da entidade, Clizares Santana.

Santana, que foi preso em Manacapuru (a 68km de Manaus) é acusado de concessão de benefício previdenciário de forma fraudulenta e cobrança de vantagens indevidas. Além de Manacapuru, outros seis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Manaus e Iranduba, no Amazonas, e em Ilhéus, no interior da Bahia.

De acordo com a CGU, também foi constatada a realização de diárias cruzadas, em que servidora do INSS (parente de Clizares e que não teve o nome divulgado pela PF) era transferida “a interesse da administração pública” para o interior do estado e, logo após, retornava ganhando diárias. Entre 2014 e 2017, ela recebeu R$ 91 mil com 464 diárias, além de mais de R$ 37 mil em ajuda de custo, para mudar quatro vezes de lotação.

Entre os crimes envolvidos, estão os de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, advocacia administrativa e emprego irregular de verbas ou rendas públicas. O nome da operação é uma referência ao fato de o principal investigado ocupar a mais alta posição funcional da autarquia previdenciária federal no Estado do Amazonas: a de gerente executivo.

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